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Para aproximar autoridades nacionais e internacionais, CNM abre suas portas para Expodireto

04122019 expodireto creditos Marck Castro cotrijal 2A Confederação Nacional de Municípios (CNM) abriu as portas, na manhã desta quarta-feira, 4 de dezembro, para lançar a 21ª Exposição da maior Cooperativa Agropecuária do Rio Grande do Sul (Cotrijal) junto às embaixadas e autoridades políticas. O presidente da CNM, Glademir Aroldi, prestigiou o evento, que também recebeu os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Casa Civil, Tereza Cristina e Onyx Lorenzoni.

Marcada entre os dias 2 e 6 de março de 2020, a 21ª edição da Expodireto Cotrijal almeja maior participação internacional, por isso solicitou o auditório principal da CNM para reunir embaixadas dos cinco continentes e personalidades públicas. Ao saudar os participantes, o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica, fez referência aos 20 embaixadores e aos 80 representantes de chefes de Estados presentes.

Em vídeo institucional, os avanços dos negócios, dos incentivos, das tecnologias e das inovações ganharam destaque. “Foram vinte edições e mais de R$ 2,4 bilhões comercializados no parque de exposição”, contou. Ao falar sobre a contribuição com o agronegócio nacional, Manica apresentou gráficos do crescimento produtivo e vinculou o avanço da soja à tecnologia e à inovação, impulsionadas pelos eventos. Ele falou de uma das novidades da 21ª edição: “arena agrodigital”.  

Exportadores
“Há 40 anos, nós éramos importadores de produtos e hoje nós somos um dos principais países exportadores. E vamos ser, sim, o maior celeiro de produção do mundo”, avisou. Por fim, o presidente falou do Troféu Brasil Expodireto Cotrijal, a ser entregue a personalidades do segmento produtivo, na noite de 1º de março. Dentre os homenageados, o embaixador do troféu, Paulo Sérgio Pinto, antecipou os nomes do presidente da CNM e do ministro da Casa Civil.

04122019 expodireto creditos Marck Castro cotrijal 4Ao participar da cerimônia, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados, Alceu Moreira (MDB-RS), fez referência ao passado e ao futuro, falando do caminho percorrido até aqui e do avanço tecnológico e de conectividade, que é uma poderosa ferramenta de competitividade. Ele sugeriu a criação de um espaço para solenizar grande fórum específico, com responsabilidade de debater com profundidade o tema do agronegócio nacional.

Definitivamente
“Nós não seremos arrogantes na caminhada para o futuro, mas não deixaremos um milímetro de espaço na competição de mercado”, advertiu. Moreira alertou ainda que não haverá “coitadismo” ou orgulho em relação à competição do mercado internacional. Mas, com clareza, cumplicidade e principalmente integridade, os produtos nacionais estarão nas prateleiras. “O Brasil, definitivamente, está disposto a alimentar o mundo”, enfatizou.

No mesmo entendimento, a ministra Tereza Cristina afirmou sentir orgulho da agricultura e da tecnologia moderna e sustentável brasileira. “O Brasil é uma potência agroambiental, e nós não podemos esquecer disso nenhum minuto”, afirmou, ao relatar a estratégia do atual governo, para pensar um país melhor, assim como uma agricultura, uma agropecuária e um ambiente de negócio melhor. “O Brasil não deve nada a ninguém, mas precisa ser conhecido”, alertou.

Bons exemplos
Fazendo referência à participação do país na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-25), a ministra disse que o Brasil tem programas que nenhum outro país tem, com máquinas, metodologias e iniciativas agrícolas nacionais. “Agora, nós precisamos mostrar isso para o mundo. Precisamos mostrar os bons exemplos, que ninguém tem igual”, reforçou. Ela citou o RenovaBio, e disse que é o maior programa de descarbonização do mundo, mas ninguém conhece.

04122019 expodireto creditos Marck Castro cotrijal 3Durante o evento, Tereza Cristina fez dois pedidos: um ao presidente da CNM e o outro aos produtores de máquinas. Ao reconhecer a representatividade da Confederação, Tereza solicitou a disseminação do sentimento de orgulho da agricultura nacional. Aos maquinistas, sugeriu que não esqueçam dos equipamentos apropriadas à agricultura familiar. “Temos um compromisso com uma só agricultura”, afirmou ao mencionar a necessidade de apoiar os pequenos, para que entrem no processo produtivo.

Logística
Um relato das mudanças recentes ganhou espaço na fala do ministro Onyx Lorenzoni. Ele contou da luta de seis anos para se aprovar uma lei de biotecnologia e fazer o que definiu como óbvio. Parabenizou os produtores e falou dos feitos governamentais para melhorar a logística brasileira, com a implantação e/ou revitalização de ferrovias. “Hoje, para tirar uma tonelada de soja, ou de qualquer cereal, de qualquer lugar do Brasil, o custo médio oscila entre 40% e 45% agregado à tonelada”, disse.

“Por seis décadas, o Brasil teve apenas um modal, rodoviário. Em três anos, teremos moral rodoviário, 15 mil km de ferrovias, viação regional e cabotagem, para permitir a navegação costeira e dar condições para o Brasil competir logisticamente”, prometeu o ministro. Segundo ele, com a conclusão do projeto ferroviário, que já tem interessados internacionais, como China, Arábia e Rússia, a redução do custo logístico será de 70%. Ele afirmou que, se a rota bioceânica for feita, o Brasil, definitivamente, não terá mais entraves para ser o grande produtor de alimentos, garantindo segurança alimentar para o mundo.

Por Raquel Montalvão
Foto: Marck Castro/Cotrijal
Da Agência CNM de Notícias

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