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A potência do agronegócio está na ciência e tecnologia, defende secretário do MCTIC

MarckCastroDrones sobrevoando propriedades rurais para segurança e mensuração do ciclo de produção e da pecuária. Realidade para alguns, o uso de novas ferramentas no campo e o desenvolvimento científico do setor foi destaque no painel A tecnologia a serviço da agropecuária. Para encerrar o primeiro dia do Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária, o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Paulo Alvim, subiu ao palco.

Logo após citar algumas tendências, o representante da Pasta fez uma ressalva: para que essas práticas sejam cada vez mais comuns, é preciso levar conectividade e conhecimento ao interior. “Precisamos melhorar o acesso dos produtores à tecnologia, trazê-los para a economia 4.0. O modelo do extensionista rural, que batia de propriedade em propriedade, passou. A forma de transmitir conhecimento, em qualquer região em que ele esteja, deve mudar”, defendeu.

Como internet ainda custa caro, Alvim garantiu que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) têm buscado soluções, no Executivo e Legislativo, para democratizar e universalizar o acesso. “Envolve investimento público e privado. Neste ano, estamos priorizando as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, que são mais críticas”, comparou. Sobre formação técnica, ele disse que os serviços de apoio ao produtor rural envolvem redes, como o sistema nacional de pesquisa agropecuária, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e as prefeituras.

MarckCastroOutra organização com trabalho relevante é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que, com as instituições de ensino e pesquisa, como os Institutos Federais (IFs), tem mantido os padrões elevados de produção e ampliado a capacidade competitiva, incorporando inovações. Os IFs estão presentes em 660 Municípios brasileiros.

Ações
As agritechs - startups e empresas de tecnologia voltadas para o agronegócio - e a biotecnologia - cujas técnicas possibilitam, por exemplo, a criação de transgênicos - também foram mencionadas na apresentação. Os incentivos, que devem ser política de Estado e não de governo, têm como resultado, segundo o secretário: redução de desperdício, custos e insumos; aumento da produção; uso da Internet das Coisas; garantia de rastreabilidade; e confiabilidade no processo produtivo.

Há ainda alguns desafios, como desconcentrar a rentabilidade nas etapas finais da cadeia do agronegócio e explorar potenciais. “Temos que deixar de ser país que vende tonelada para vender grama, substituir commodities por food tech, alimentos de maior valor agregado, que atendem às mais exigentes necessidades de consumo. Temos várias janelas de oportunidade que podem ser cada vez mais exploradas. Transbordam, por exemplo, para área de cosméticos e fármacos.” Para isso, o MCTIC está trabalhando com dois planos. O Internet das Coisas do Agronegócio 4.0, construído pelo Mapa, para unir setor produtivo e academia e a instalação de oito centros de inteligência artificial, um deles para o agronegócio.

“Hoje somos uma economia com peso cada vez maior do agro. Temos diversidade, competitividade e produtividade como grandes diferenciais, variáveis que precisam ser apoiadas para agregar valor. O agro tem que ser responsável por melhor distribuição de renda no país, reconhecido por ser sustentável e inovador”, finalizou. O Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária começou nesta terça-feira, 5 de novembro, e vai até quinta-feira, 7.

Por Amanda Maia

Fotos:: Marck Castro/Ag. CNM

Da Agência CNM de Notícias

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